André Filipe Oliveira
Eleitor

André Filipe Oliveira

24 anos Bragança (de lá; a estudar no Porto) Estudante de Psicologia + empregado de mesa a tempo parcial

O Que Mais Preocupa

1

Discriminação local

"Aqui no interior, ser gay é ainda tabu. Murmúrios, olhares."

2

Ascensão do Chega

"Falam de nós como se fôssemos um problema."

3

Isolamento

"Não há comunidade LGBT aqui. Estou sozinho."

4

Direitos em risco

"O que conquistámos pode ser retirado."

5

Futuro profissional

"Querem que vá para Lisboa. Mas porquê ter que escolher?"

História

O André sabia que era diferente desde criança, embora só tivesse palavras para isso na adolescência. Crescer gay em Bragança—uma cidade pequena e tradicional em Trás-os-Montes—significava esconder-se, fingir, representar. Disse a si próprio que se ia embora assim que pudesse.

Assumir-se aos pais aos 18 foi brutal. O pai não lhe falou durante meses. A mãe chorou e perguntou onde tinha errado. Eventualmente, chegaram a uma paz frágil—a sexualidade dele nunca é discutida, namorados nunca são levados a casa, todos fingem. Ele ama-os mas não consegue ser ele próprio ao pé deles.

O Porto foi libertação. Amigos gays, espaços LGBTQ+, anonimato. Começou a namorar abertamente, juntou-se a grupos universitários, respirou. Mas os feriados em Bragança significam voltar ao armário, ouvir as piadas dos familiares, ver cartazes do Chega que parecem pessoalmente ameaçadores.

Está a estudar psicologia, em parte para se compreender a si próprio, em parte para ajudar outros como ele. A ascensão do Chega aterroriza-o—a retórica sobre "famílias tradicionais", o desdém pelo que ele é. A emigração está na sua mente, não pelo dinheiro mas pela segurança. Países onde ser gay não é político.

Situação Económica

Nível de rendimento

Baixo (€350/mês a tempo parcial + ajuda dos pais €200)

Fonte de rendimento

Trabalho a tempo parcial nos serviços + apoio familiar

Stress financeiro

Moderado (estudante, limitado mas a aguentar)

Trajetória

Incerto—curso por terminar

Na Sua Própria Voz

"Portugal fez progressos reais—casamento igualitário, leis anti-discriminação, visibilidade. Mas o Chega lembra-nos que tudo pode ser revertido. Quando o Ventura fala de 'famílias tradicionais', ele quer dizer famílias sem pessoas como eu. Cada voto no Chega sabe a pessoal."

— Sobre Portugal

"Não nos usem como arma de arremesso. Não prometam igualdade enquanto cortejam os nossos opositores. E não nos digam que o progresso é inevitável—o progresso pode ser desfeito. Protejam o que conquistámos."

— Aos Políticos

Esperanças

Para si próprio/a

ele próprio

"Quero viver autenticamente onde cresci. Não ter de fugir para Lisboa para ser eu."

a comunidade

"Espero que os jovens LGBT do interior saibam que não estão sós. Que há futuro."

Para Portugal

Portugal

"Espero que protejam o que conquistámos. Que não tratem os direitos LGBT como moeda de troca."

Receios

Para si próprio/a

Receios pessoais

"Que nunca possa ser eu próprio no interior. Que tenha de escolher entre identidade e casa."

Para Portugal

Receios por Portugal

"Que o Chega desfaça o que conquistámos. Que os direitos recuem. Que voltem os armários."

Fontes de Informação

De onde obtém informação

👥

community

Alta Confiança

Grupo LGBTQ+ da universidade, amigos, comunidades online

Nível de confiança
🌐

online

Média-Alta

Público, notícias LGBTQ+ internacionais, Instagram

Nível de confiança
📱

social media

Alta Confiança

Instagram, Twitter/X, TikTok

Nível de confiança
📺

tv

Baixa Confiança

Raramente—às vezes com os pais

Nível de confiança

Historial de Voto

Escolhas eleitorais e padrões do passado

Presidenciais 2021

Ana Gomes

"Progressista, principiada"

Padrão histórico

Esquerda progressista, focado nos direitos

Legislativas 2024

BE

"Mais consistentemente pró-LGBTQ+"

Legislativas 2022

BE

"Claro nos direitos"